“O livro é sempre um amigo silencioso que fala quando nós o deixamos falar, e cujas palavras penetram na profundidade do coração. […] Muitas vezes os livros nos questionam e nos obrigam a tomar decisões e a rever o nosso caminho. […] Santa Teresa d’Ávila, depois de ter lido as Confissões de Santo Agostinho, toma a decisão de uma conversão radical. […] ‘Nossa Mãe’ está nessa dúvida que vai e vem, e pensa: ‘Vou pegar um livro na biblioteca das Filhas de Maria, e ele me ajudará a definir o meu caminho’. Ela entra na biblioteca, e uma mocinha desconhecida lhe diz, apontando um livro: ‘Este aqui é muito bom’. Ela pega o livro. São As memórias de Elisabeth da Trindade. Já tinha ouvido falar dela no colégio, no retiro pregado por um padre jesuíta. ‘Nossa Mãe’ ficou emocionada e viu nessa graça de Deus que o seu caminho estava marcado e definido.” (O autor) Assim começa a história da vocação da jovem Maria Luiza, que entraria no Carmelo para se tornar madre Tereza Margarida, apelidada pelo po