Biografar a vida de alguém é sempre uma tarefa complexa e desafiadora. Sempre deixamos marcas de incompletudes e lacunas impreenchíveis da personagem, nem sempre reveladas nos documentos, nas imagens, nas entrevistas e no contexto da época. Ao desterrar memórias e destacar experiências da educadora emblemática Mercedes Dantas, Rosemeire Amaral desvela sua capacidade investigativa, seu tino para o trabalho biográfico e sua fluidez na escrita, marcada pela leveza de uma narrativa de qualidade. Em seus “achados” sobre a biografada, a autora consegue acrescentar mais um capítulo na História da Educação, na década de 1930, dando visibilidade a uma intelectual engajada que consegue deixar um contributo singular no jornalismo, na cultura, no entretenimento, na literatura e, em especial, na difusão do ideário escolanovista no Brasil, durante a realização de uma viagem aos estados do Norte. O texto de Rosemeire faz justiça a Mercedes Dantas, deixando-nos gratificadas por tê-la acompanhado nesta