Os projetos de integração na fronteira amazônica produziram um crescimento sem planejamento dos objetos técnicos, que, estruturados às pressas, proporcionaram obras imediatistas, realizadas em curto prazo, o que Milton Santos (1994) chama, para os países subdesenvolvidos, de “saltar etapas”. Isso propiciou à população consequências negativas vinculadas às estruturas sociotécnicas amazônicas, que não atendem integralmente às funções que deveriam realizar, como é o caso da rede elétrica do Amazonas. Esta obra utiliza as interrupções e os racionamentos de energia elétrica na Cidade de Tefé como instrumento de análise da integração territorial restrita desta e de toda a região em que está inserida, ao meio técnico-científico-informacional, ou seja, o meio geográfico contemporâneo. Este problema se configura crônico no estado do Amazonas, estando presente na maioria nos municípios. Desta forma, a emergência de uma reflexão a partir desta análise propicia o arcabouço para a internalização de