Napoleão inspira visões apaixonadas e, muitas vezes, conflitantes. Seria ele um gênio divino, um monstro megalomaníaco,\num guerreiro compulsivo ou apenas um pequeno ditador desagradável?\nEmbora exibisse tais características em diversos momentos de sua trajetória, ele não era nada disso. Como Adam\nZamoyski nos apresenta nessa biografia, Napoleão era um homem bastante comum. É difícil chamar de gênio o general\nque comandou o pior (e autoinfligido) desastre da história militar e que destruiu sozinho o grande império que ele e\noutros lutaram para conquistar. Não é a toa que Napoleão tornou-se uma figura histórica ambígua.\nAdam Zamoyski analisa seu personagem dentro do contexto da época. Na década de 1790, Napoleão entra em um mundo\nem guerra, com líderes em busca de poder pela supremacia de seus países e por interesses próprios. O francês não havia\ncomeçado a guerra, mas ela viria a dominar a sua vida até a sua derradeira derrota, em 1815.