Este livro é fruto de uma pesquisa que teve início no campo da criação artística e que, mais tarde, migrou para o universo acadêmico. A partir da análise de um objeto em especial, a montagem do espetáculo teatral
O Menino que Brincava de Ser
, da Pandorga Cia. de Teatro, o autor busca apresentar contribuições à pesquisa e ao registro da presença LGBTI+ em trabalhos teatrais dedicados ao público infantil e juvenil. Sem pretender dar conta de um tema tão amplo quanto urgente de novas investigações, esta obra percorre um itinerário sobre noções de infância, compreendidas como construções histórico-culturais. Para isso, busca o já clássico estudo de Ariès, e propõe reflexões a partir dos conceitos de poder soberano de Agamben, de biopolítica de Foucault, e de corpos matáveis e enlutáveis de Butler, chegando à pedagogia malaguzziana da escuta. Igualmente de Butler, a pesquisa aborda a questão da performatividade de gênero. Como eixos princip