Devoções apropriadas traz ao leitor uma contundente análise do monumental saque sofrido pelo patrimônio sacro de Minas Gerais e as repetidas tentativas, muitas dessas infrutíferas, de trazer de volta o sem número de imagens, alfaias, pinturas e elementos de talha retirados das igrejas mineiras para as casas de abastados colecionadores.
A obra, amparada em ampla documentação, conta a história e o contexto em que se deu o processo de dilapidação. Do escandaloso furto do Museu da Prata, de 1973, aos anjos de Santa Luzia, em 2003, passando pela quadrilha do falsário José Timótheo, são diversos os casos abordados, demonstrando a continuidade histórica da espoliação do patrimônio mineiro.
As diversas empreitadas pela restituição, de princípio conduzidas por indivíduos e pequenos grupos, ganham corpo com o tempo, envolvendo instituições como o Ministério Público, os órgãos de preservação do patrimônio e instâncias da Igreja Católica. Sem entrar no âmbito propriamente jurídico da questão, o li