Mário de Andrade costumava colocar discos na sua vitrola de corda e ouví-los de manhã, enquanto se barbeava. Esse ato prosaico, que muitos hoje praticam na toalete matinal com mais facilidade e melhor qualidade de som, era para ele um exercício de pesquisa cultural prazeroso e produtivo. Anotou suas impressões de audição nas capas de disco, numa variedade de assuntos que abrange músicas erudita, popular urbana e folclórica, discursos, cantos de pássaro, englobando autores brasileiros e estrangeiros, gravados aqui e no exterior.